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12 abril 2013

Carlos Henrique, Cordel, Xicra e Bodes


Carlos Henrique é artista e xilógrafo da cidade do Crato, que fica na região do Cariri - Ceará. Além de participar conosco da exposição no Museu Florestal, também conversou com o público sobre seu trabalho e seu percurso pela gravura.

Sua história com a madeira começou antes mesmo de conhecer a xilogravura. A princípio, ele usava casca de Umburana para fazer bóias, que eram vendidas para que pescadores as usassem em suas redes. Com o desuso desse material, Carlos teve que inventar um destino para o estoque de casca que possuía, e começou a fazer placas de número para casas, sinalização, e finalmente, seus primeiros "clichês", ou carimbos de madeira. E foi assim que surgiram suas primeiras ilustrações para capas de cordéis, feitas com xilogravura.



Com mais de duas décadas de xilogravura, Carlos Henrique compartilhou com a gente muitas histórias preciosas, desde as origens do uso da xilogravura nas capas de cordéis, até a elaborada técnica de improvisar ferramentas com facas, serras quebradas, pregos e hastes de guarda-chuva. 

Também contou sobre o funcionamento da Academia de Cordelistas do Crato, da qual faz parte: uma associação de poetas cordelistas e gravadores que fomenta a produção de cordéis à maneira tradicional, impressos com xilogravuras originais. 


Carlos Henrique também nos apresentou seu trabalho junto com o grupo Xicra (Xilogravuristas do Crato) onde, junto com outros gravadores, explora as possibilidades da xilogravura como linguagem, além do âmbito tradicional do cordel. Um exemplo é o projeto "O Fio da Xilo", premiado pela Funarte no qual a xilogravura e o cordel foram associados a outras linguagens, como a fotografia e os sitckers, e ganharam a rua de várias cidades do Brasil e do mundo. 

Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do Carlos Henrique e dos xilógrafos do Crato, visitem o blog e o site:



Algumas gravuras originais de Carlos Henrique (como o famigerado Bode) podem ser vistas na exposição Encontro Xilográfico no Horto!

10 abril 2013

Conversa com Gilberto Mazzotti

Durante a abertura da exposição "Encontro Xilográfico no Horto Florestal", tivemos a oportunidade preciosa de conversar com Gilberto Mazzotti, mestre da gravação em metal e guardião dessa técnica que tem uma tradição de mais de cem anos em sua família. 

Entusiasta e generoso, Mazzotti nos mostrou uma gama diversificada da aplicação da gravação no metal, das peculiaridades de cada técnica e um pouquinho da história do seu ofício. Ele nos contou, por exemplo, sobre as diferenças entre talho doce (ou gravura em metal, usada na impressão em papel); o talho forte, para matrizes de estampagem de medalhas e moedas, sinetes e decoração de objetos de metal como cabo de armas, facas, etc; e o talho lustro, usado na confecção de jóias.




Mazzotti tem um conhecimento profundo do buril e de seus diferentes usos ao longo da história, que abarcam desde trabalhos característicos do renascimento até aqueles que nos acompanham no dia a dia, como em moedas, cédulas de dinheiro e selos. E até hoje, ele dá aulas para aqueles que querem aprender essa técnica. 







Muitos desenhos possuem detalhes tão pequenos que só é possível perceber a riqueza do corte através de lentes de aumento.






Foi um privilégio ver sua perícia com o buril ao vivo.



  
Matriz para impressão de cartão pesssoal e matriz para marca d'água de cartão pessoal.



Trabalho de metal incrustado.



Sinetes e medalhas.


Ferramentas e almofada para apoio durante a gravação.


Matriz e peça estampada.


Quem tiver interesse em seu trabalho, segue o seu contato:



Este evento faz parte do SP Estampa 2013

08 abril 2013

Exposição "Encontro Xilográfico no Horto Florestal"

No último domingo, dia 07 de Abril, abrimos a exposição "Encontro Xilográfico no Horto Florestal", que está montada no Museu Florestal Octávio Vecchi e vai até o dia 21 de Abril. 






Esses trabalhos foram realizados a partir do nosso encontro com as artistas Maura de Andrade e Maria Pinto, do Ateliê Ponto Gráfico, e que foi feito lá mesmo no horto, há um mês atrás, quando montamos nosso ateliê itinerante para desenhar e gravar nesse espaço.
As xilogravuras mostram a integração do que foi produzido durante o encontro com os trabalhos que cada artista já vinha realizando anteriormente.

Além dos artistas do Xilomóvel e do Ponto Gráfico, também foram convidados a participar dessa exposição os artistas: Irving Herrera, xilogravador de Oaxaca - México; Carlos Henrique, do Crato - Ceará e o nosso xiloboy Lucas Novo, que apesar de novinho, é muito talentoso!

Melhor que expor junto com essas feras? Só mesmo encontrar tantas pessoas queridas!












A exposição "Encontro Xilográfico no Horto Florestal" será exibida até o dia 21 de Abril de 2013 no Museu Florestal Octávio Vecchi, que fica na Rua do Horto, 931, Horto Florestal, São Paulo - SP
Horário de Visitação: 3a a 6a feira - 9h às 12h e 13h30 às 16h30
Domingos - 10h às 15h30
ENTRADA FRANCA
(em dias chuvosos o Museu não abre)


Artistas Participantes: 

Maura de Andrade






Luciana Bertarelli






Marcio Elias






Simone Peixoto









Irving Herrera






Lucas Novo



Maria Pinto





Carlos Henrique












Este evento faz parte da programação do SP Estampa 2013